Chico Pinheiro deixa a TV Globo após 32 anos de emissora

Chico Pinheiro deixou a TV Globo, nesta sexta-feira (29), em comum acordo, após 32 anos. Jornalista respeitado e admirado, Chico também é conhecido pelo bom humor, pelos bordões e, claro, por ser torcedor do Atlético Mineiro. No Bom Dia Brasil, ele falava das principais notícias do dia, do Galo e da “coragem” para enfrentar as segundas-feiras – sem nunca deixar de lado a indignação com o noticiário e com a realidade brasileira.

Ele começou a trabalhar na Globo no final de 1977, no cargo de chefe de reportagem. “Naquela época o chefe de reportagem fazia tudo. Você tinha que armar a pauta do dia seguinte, fazer a escala das equipes, distribuir os equipamentos, marcar as entrevistas, apurar as notícias”, contou Chico ao site Memória Globo.

De sua primeira passagem pela Globo, o jornalista se lembra de duas entrevistas marcantes: a primeira foi com Ulysses Guimarães, então líder do MDB, e a outra, com o então ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel. Na ocasião, perguntou ao ministro quem eram os responsáveis pelo atentado ocorrido naquele dia no Riocentro, e não esquece o que ouviu dele: “Os responsáveis por esse atentado são os bolsões sinceros, mas radicais; são os pescadores de águas turvas”. No entanto, era época de vigência da Censura Federal, e essa declaração nunca foi para o ar.

No final de 1989, transferiu-se para São Paulo, contratado pela TV Bandeirantes. Inicialmente, editou e apresentou diariamente o programa Canal Livre, então de perfil comunitário, além de fazer comentários políticos no telejornal local noturno da emissora. Em 1992, coordenou a cobertura da segunda visita do Papa João Paulo II ao Brasil e foi premiado pela cobertura do impeachment de Fernando Collor. Ainda na Bandeirantes, foi âncora do Jornal da Noite (1992-1993), do Jornal de Domingo (1993) e do Jornal da Bandeirantes (1993-1995).

Em 1995, Chico Pinheiro assumiu o cargo de diretor de jornalismo da TV Record e âncora do Jornal da Record, principal telejornal da emissora. No dia 12 de outubro, o pastor da Igreja Universal Sergio von Helde chutou uma imagem de Nossa Senhora da Aparecida durante um programa da Record. O episódio levou Chico Pinheiro a entrar em desacordo com a direção da rede, o que resultou na sua demissão. Logo em seguida, em 1996, transferiu-se para a Rádio CBN, ocupando o cargo de apresentador do Jornal da CBN. Permaneceu na rádio até 1997.

Antes disso, ainda em 1996, Chico Pinheiro foi convidado a retornar à Globo, agora nos postos de apresentador do Bom Dia São Paulo e editor do Bom Dia Brasil. Desde então, passou a apresentar também, eventualmente, o Jornal Nacional e o Jornal da Globo.

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