Hopi Hari adia reabertura da torre de queda livre para 2022 e aponta atraso devido à pandemia

Atração La Tour Eiffel será rebatizada de Le Voyage; remodelação havia sido anunciada em dezembro do ano passado após pesquisa com visitantes. Torre foi local onde menina morreu em queda em 2012.

O parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP), adiou a reabertura da torre de queda livre, prevista para dezembro deste ano, para o segundo semestre de 2022. A informação foi confirmada com exclusividade ao g1 e, segundo o centro de entretenimento, a mudança ocorreu por conta da pandemia da Covid-19.

“Quando anunciamos o projeto de reformulação da atração, a expectativa era de redução nos casos de Covid, inclusive porque o Parque já estava em funcionamento, mesmo com a capacidade reduzida. Porém, alguns meses depois veio a confirmação de uma segunda onda da doença, o que, inclusive causou novamente o fechamento do Parque – fase vermelha”, explicou a instituição, em nota, nesta quarta-feira (20).

A atração, antes conhecida como La Tour Eiffel, será rebatizada de Le Voyage, e foi o local onde uma adolescente morreu em um acidente na queda em 2012.

A decisão de reabrir a torre aos visitantes ocorreu após pesquisa com o público e um estudo sobre a viabilidade técnica e econômica – o parque está em processo de recuperação judicial para evitar falência desde 2016. Agora, a atração será modernizada e passará a ser digital.

O Hopi Hari informou que os projetos para a mudança na atração já foram realizados.

“Após essas adequações do projeto e posterior certificação – realizada por meio de uma auditoria internacional de atrações, levaremos todo o projeto para aprovação dos órgãos públicos, e acreditamos que não teremos problemas para aprová-lo junto ao Ministério Público e demais órgãos competentes”, informou o parque, em nota.

O valor do investimento para reformar a torre, localizada logo na entrada do parque, também não foi fechado. “Ainda estamos em fase de orçamento com as empresas que fabricam os materiais que são, em sua maioria, importados”, explicou a instituição.

O mês da reabertura ainda não foi definido, pois a data depende das etapas de importações, certificações e aprovação dos órgãos públicos.

“Lembrando que o retorno da atração não tem relação com o plano de recuperação judicial, mas sim com o planejamento financeiro, que será consolidado a partir do pagamento do plano de recuperação judicial e todos os planos de estruturação do parque”, informou na nota.

94 km/h

O elevador tem 69,5 metros de altura, equivalente a um prédio de 23 andares. A queda livre chega a uma velocidade de 94 km/h. A atração segue interditada desde o acidente fatal, em 2012.

Na ocasião, uma adolescente de 14 anos despencou da atração após problema na trava do brinquedo. O caso foi investigado pela Polícia Civil.

Parque Hopi Hari, em Vinhedo — Foto: Fernando Evans/g1

Funcionamento na pandemia

Após períodos de fechamentos e reaberturas com restrições de capacidade por causa do enfrentamento da pandemia da Covid-19 e as medidas do Plano São Paulo do governo estadual, o Hopi Hari foi aberto permanentemente em 24 de abril deste ano.

Desde agosto, o governo do estado autorizou que estabelecimentos do tipo recebessem 100% da capacidade de público, mas o parque decidiu manter o percentual em 60% em virtude da pandemia não ter terminado e para manter a segurança dos visitantes e funcionários. Todas as atrações estão em funcionamento.

“Este controle de público não é feito somente nas dependências do Parque e, sim, desde a venda dos Passaportis [ingressos], limitados de acordo com a quantidade de pessoas que podem entrar para se divertir a cada dia”, explicou em nota.

As medidas de higiene e prevenção ao coronavírus seguem sendo adotadas, com disponibilização de álcool em gel nas atrações, uso obrigatório de máscara de proteção e higienização constante dos brinquedos.

“Todos os protocolos anticovid-19 continuam sendo seguidos e, quando preciso, até adaptados para diferentes atrações”, completou o centro de entretenimento.

Parque Hopi Hari, em Vinhedo, durante funcionamento na pandemia da Covid-19 — Foto: Patrícia Teixeira/g1

Com informações do G1

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