Ministério cita falta de registro e baixa efetividade da vacina em idosos para não prever uso em 2022

O Ministério da Saúde informou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 que tem a previsão de deixar de usar o imunizante CoronaVac. A resposta do ministério foi dada para a seguinte questão feita pela CPI: “Justificativa para a descontinuidade do uso da Coronavac em 2022, tal como anunciado”.

O pedido de informações foi protocolado na terça-feira (5), quando a CPI tinha desistido de ouvir pela 3ª vez o ministro Marcelo Queiroga.

A resposta foi dada por Danilo de Souza Vasconcelos, diretor de Programa da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, e Rosana Leite de Melo, secretária do mesmo setor.

“A razão sobre a possível descontinuidade da vacina Coronavac no ano de 2022 está diretamente relacionada com condição de sua avaliação pela Anvisa”, informaram os servidores à CPI.

“Até o presente momento a autorização (da CoronaVac) é temporária de uso emergencial, que foi concedida para minimizar, da forma mais rápida possível, os impactos da doença no território nacional”, justificaram o diretor e a secretária.

No Brasil, as vacinas da Pfizer e da Astrazeneca/Fiocruz já obtiveram o registro definitivo. Tanto a CoronaVac quando a Janssen têm o registro emergencial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também aprovou seu uso emergencial.

Por causa da tecnologia empregada na elaboração, era esperado pelos especialistas que a efetividade da CoronaVac fosse inferior em idosos. Um estudo preliminar com adultos acima de 70 anos aponta efetividade média de 42% da Coronavac contra a Covid.

Em relação à terceira dose, os responsáveis pelo imunizante da Pfizer pediram para que a Anvisa inclua a necessidade de uma terceira dose na bula de vacina.

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