‘Pela 1ª vez vi PMs chorando’, diz policial sobre menino em tonel

‘Pela 1ª vez vi PMs chorando’, diz policial sobre menino em tonel

Após ser acolhido e alimentado pela equipe, garoto perguntou a um dos agentes se ele poderia ficar com sua guarda

O resgate de um garoto de 11 anos mantido dentro de um tonel com pés e mãos acorrentados comoveu policiais no último sábado (30). “Eu, particularmente, em 15 anos na Polícia Militar, nunca vi um policial chorando numa ocorrência. Essa foi a primeira vez que eu vi vários policiais chorando”, disse o tenente da PM Juliano Cerqueira. A situação foi provocada pelo próprio pai da criança, em uma residência em Campinas, no interior de São Paulo.

Cerqueira ainda contou que, após o menino ser acolhido e alimentado pela equipe, perguntou a um dos policiais se ele poderia ficar com sua guarda e ser adotado. De acordo com a polícia, o pai contou que a criança foi entregue por sua mãe biológica assim que nasceu e que moravam também na casa mãe e irmã adotivos do garoto.

O caso
De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, tudo começou a partir de uma denúncia anônima, de que havia uma criança trancada num cômodo de uma residência no Jardim das Andorinhas, dentro de um tonel e que estava amarrada.

Os agentes, então, foram ao local e entraram na residência. Ao vasculhar o imóvel, encontraram a criança em um cubículo e, conforme a denúncia, dentro de um tambor, amarrada. O menino ficava debaixo de sol, por longos períodos, sem água ou alimentação. Por isso, estava desidratado e desnutrido. Segundo os agentes, ele está pesando cerca de 25kg.

Aos policiais, o garoto disse que, quando sentia fome, comia as próprias fezes. Conforme as informações iniciais, o pai e a irmã, que são usuários de drogas, prendiam o garoto com frequência para saírem para beber em bares da cidade.

O garoto foi retirado da casa e, em seguida, atendido pelo Samu. Logo depois dos primeiros socorros, foi encaminhado ao Conselho Tutelar da cidade.

Em nota, Conselho Tutelar informou que acompanha a família há um ano, desde que recebeu denúncias sobre as fragilidades de saúde e das relações afetivas. Os últimos relatórios e reuniões indicavam que a situação da criança vinha evoluindo de forma positiva.

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