Pessoas que divulgaram dados de menina violentada responderão criminalmente, diz conselheiro tutelar

Pessoas que divulgaram dados de menina violentada responderão criminalmente, diz conselheiro tutelar

A menina que segue internada no Cisam passa bem, segundo o obstetra Olímpio Moraes Filho. A previsão, de acordo com o médico, é que a paciente seja liberada na terça-feira (18)

As pessoas que divulgaram nas redes sociais os dados da menina de 10 anos estuprada pelo tio no Espírito Santo podem responder criminalmente. Na manhã desta segunda-feira (17), representantes do Conselho Tutelar se reuniram com o diretor executivo do Centro Integrado Amaury de Medeiros (Cisam), o médico Olímpio Moraes Filho, para acompanhar o estado de saúde da criança e apurar informações sobre o caso.

Conselheiro tutelar no Recife e membro do Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares, André Torres disse que estudar tomar “as medidas cabíveis” para responsabilizar quem tenha exposto a menina publicamente. “Nós vamos cobrar do Ministério Público a questão do procedimento para a responsabilização do abusador e das pessoas que violaram o direito à integridade da criança, divulgando endereço e imagem dela”, afirmou.

Ainda segundo Torres, os participantes da manifestação em frente à unidade devem ser investigados. “Vamos discutir internamente que medidas nós podemos tomar para aquelas pessoas que se manifestaram contrárias ao cumprimento da lei, inclusive tumultuando a entrada de profissionais que trabalham e chamando a criança de assassina”, informou. “Nossa preocupação é com a vítima. Embora ela seja do Espírito Santo, está aqui no nosso território. Sabemos que o Conselho Tutelar lá do Espírito está a par de toda a situação”.

A menina que segue internada no Cisam passa bem, segundo o obstetra Olímpio Moraes Filho. A previsão é que a paciente, que está acompanhada da avó e de uma assistente social do Espírito Santo, seja liberada na terça-feira (18). “Eu garanto a vocês que vocês não conhecem ninguém que engravide aos 10 anos, porque a natureza não permite. O organismo não está preparado e, muitas vezes, o quadro evolui para um parto prematuro e hemorragias. Então tem riscos”, argumentou. O procedimento consiste em medicação para expulsar o feto do útero e pode demorar mais de 14h. “Fisicamente, ela vai sair bem. O problema são as sequelas na saúde mental, que seriam muito maiores se a gente tivesse outra violência, que era obrigar uma menina de 10 anos a continuar uma gravidez sem a sua vontade”

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