Preços disparam no Brasil

PESOU NO BOLSO

A combinação arroz, feijão e carne simplesmente disparou

Feijão, arroz e carne: prato feito fica 43,4% mais caro.

A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) informou nesta quinta-feira (11) que o preço do prato feito no Brasil subiu 43,4% em 2020.

A combinação arroz, feijão e carne, mais tomate e batata, simplesmente disparou no ano da pandemia, com destaque para a aceleração no preço do arroz, com 83,7% de elevação.

Na venda de todos os produtos, o ano de 2020 foi positivo para o setor de supermercados, que acumulou alta de 9,36% nas vendas de janeiro a dezembro na comparação com o mesmo período de 2019. Os números são do Índice Nacional de Vendas da Abras.

O feijão subiu 35,4%; a batata, 71,5% e o tomate, 33,1%.

Já a carne teve variação de 12,0% (traseiro) a 28,2% (dianteiro). O frango ficou 15,9% mais caro em 2020.

Para efeito de comparação, a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), fechou 2020 em 4,5%. Em janeiro, o índice perdeu ritmo, ficando em 0,25%.

O preço salgado da carne fez o consumidor apelar para o ovo como principal proteína no ano passado. Em média, os brasileiros compravam 91 unidades. Em 2020, o número superou 120 ovos.

As vendas de dezembro nos supermercados avançaram 18,13% em relação a novembro, e quando comparadas ao mês de dezembro de 2019, o crescimento foi de 11,54%.

Com os consumidores em casa por causa da pandemia e o receio de ir às lojas, a aposta no e-commerce foi bem sucedida. Aumentaram em 21% as vendas por esse tipo de serviço.

O auxílio emergencial, dado pelo governo a informais e pequenos empresários que se viram sem dinheiro em 2020 por causa da pandemia, foi decisivo para o aumento nas vendas do setor de supermercardos.

Na projeção para 2021, no entanto, a Abras prefere não incluí-lo como decisivo na expectativa de crescimento de 4,5%.

O gerente de Serviços de Varejo da Nielsen, Daniel Asp de Souza, que particiou da entrevista coletiva da Abras nesta quinta-feiar, afirmou que o setor não pode ficar esperando o auxílio em 2021. “Mesmo que ele volte, será em um valor menor. Nós precisamos buscar reformas que realmente representem uma mudança significativa para a economia”, afirmou.

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